Deus e a Religião — Parte 1: O Caminho do Amor
Não Confunda Deus com Religião
Desde a antiguidade, a religião tem levado o povo ao
pecado, pois o que ela ensina é contra o que o nosso Deus Pai ensina. A
religião dita as regras de como se deve viver e discrimina aqueles que não as
seguem.
Nosso Pai, o Deus Todo-Poderoso, nos dá ensinamentos para
que possamos viver bem com todos. Ele nos ensina a respeitar o direito do
outro, sendo misericordiosos e pacientes uns com os outros. Como todos nós
erramos, não devemos julgar, condenar e nem nos sentir superiores aos outros. A
religião, porém, ensina a fazer o que não é do agrado do Pai.
Tem religião que ensina as pessoas a adorar “santos”
(pessoas que morreram e foram canonizadas), ensinando que eles podem interceder
pelas pessoas diante de Deus. Ensina a fazer procissões, rezar missas e acender
velas para iluminar o caminho de quem faleceu. Ensina também a fazer promessas
pedindo cura. Tudo isso incentiva a idolatria, que não agrada a Deus.
O único que pode interceder por nós diante de Deus é o
nosso Senhor Jesus Cristo, que veio a este mundo para nos ensinar a conhecer o
Pai, nos libertar da escravidão religiosa e do mal.
Cada ser humano precisa fazer o que é correto diante do
Pai, para que, quando sair daqui, vá para um bom lugar. Não é uma vela nem uma
missa que vai iluminar o seu caminho. São as ações que a pessoa praticou neste
mundo com o seu próximo que vão determinar se ela vai para a luz ou para a
escuridão.
Outras religiões ensinam a adorar deuses (orixás), fazer
oferendas, raspar a cabeça (fazer o santo), e ensinam a chamar essas entidades
de pai ou mãe. Ensinam a fazer feitiçaria, simpatias, marcar o corpo, invocar
espíritos dos mortos, acender velas para o anjo da guarda e todo tipo de
idolatria.
Deus e a Religião: O Caminho do Amor
Muita gente confunde seguir a Deus com seguir regras de
igreja. Mas Jesus mostrou que o amor de Deus é bem diferente da vaidade dos
religiosos.
No Evangelho de Mateus 9:11-13, vemos o exemplo
perfeito disso. Jesus foi criticado pelos religiosos de sua época (os fariseus)
porque estava sentado à mesa conversando e comendo com cobradores de impostos,
prostitutas e pessoas rejeitadas. Para aqueles religiosos, a santidade significava
julgar, excluir e se afastar de quem pensava ou agia diferente.
A resposta de Jesus quebrou aquela
mentalidade de orgulho:
“Quem tem saúde não precisa de médico, mas
sim os doentes. Vão aprender o que significa isto: ‘Eu quero misericórdia, e
não sacrifícios’.”
Veja como Jesus ensinou a praticar esse
amor no dia a dia:
- Contra o julgamento: Jesus foi direto e disse
para não julgarmos os outros, se não nós também seremos julgados (Mateus
7:1).
- Acolher quem é rejeitado: Jesus andava com as pessoas
que a sociedade excluía. Ele chegou a dizer para os religiosos que as
prostitutas estavam entrando antes deles no Reino de Deus (Mateus
21:31). Deus olha o coração, não a aparência.
- Amor na prática: Jesus ensinou que o direito
de escolha de cada pessoa deve ser respeitado, e que o papel de quem segue
o Espírito é estender o amor, a misericórdia e a paz, deixando qualquer
julgamento nas mãos de Deus.
Como Jesus respeitava o livre-arbítrio:
- O Convite Voluntário: Jesus sempre começava seus
ensinamentos mostrando que a decisão de segui-lo dependia da vontade da
própria pessoa. Ele dizia: “Se alguém quiser vir após Mim, renuncie a
si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me.” (Mateus 16:24).
Ele não impunha o caminho; apresentava a porta e deixava a escolha nas
mãos de cada um.
- O Respeito à Decisão de Ir
Embora: No
encontro com o Jovem Rico (Marcos 10:17-22), o rapaz pergunta o que
fazer para herdar a vida eterna. Jesus responde com amor e apresenta o
desafio de abrir mão de suas riquezas. O jovem ficou triste e foi embora.
Jesus não correu atrás dele, não o obrigou a ficar e nem o castigou. Ele
respeitou a escolha daquele homem.
- A Liberdade dada aos
Próprios Discípulos: Quando muitas pessoas decidiram abandonar Jesus por não entenderem
um de seus discursos, Ele olhou para os doze apóstolos e testou a
liberdade deles: “Vocês também não querem ir embora?" (João
6:67). A religião obriga as pessoas e condena quem não a segue, mas
Jesus dá liberdade.
O que Deus realmente espera de nós?
- Deus não quer rituais
vazios: Fazer
orações bonitas ou conhecer as Escrituras de cor (os “sacrifícios”) não
vale de nada se a pessoa não tiver compaixão pelo próximo no dia a dia.
- O papel de quem é de Deus é
ajudar: Assim
como um médico vai onde estão os doentes, o amor de Deus vai até onde as
pessoas mais precisam de acolhimento e transformação.
- A espiritualidade real cura,
não afasta: Enquanto
a religião dos fariseus criava barreiras e dizia “você não serve”,
a misericórdia de Jesus criava pontes e dizia “Eu me importo com você”.
O que isso nos ensina hoje?
- A religião orgulhosa liga
para regras vazias. Usa a Bíblia para se sentir superior, julgar e condenar os outros e
para decidir quem é ou não é irmão.
- Deus liga para o coração. Ele quer amor prático,
respeito com todos, e que a gente não guarde ódio nem raiva de ninguém,
pois todos somos irmãos.
Quando escolhemos olhar para os erros e escolhas dos
outros com misericórdia — percebendo que muitos agem assim porque ainda não
conhecem o Pai —, permitimos que o Espírito Santo nos use como pontes para
ajudar as pessoas, e não como barreiras para afastá-las.
As Invenções da Religião
Os discípulos de Jesus tentaram dar continuidade à Sua
mensagem, mas muitos se perderam por causa da fraqueza da natureza humana. Com
o tempo, começaram a introduzir suas próprias ideias e tradições nos
ensinamentos de Cristo. Criaram divisões, fundaram igrejas institucionais,
inventaram títulos para as pessoas e se esqueceram do que Jesus verdadeiramente
havia ensinado. O próprio Mestre já havia alertado sobre essa vaidade:
“Os mestres da lei e os fariseus preferem
os melhores lugares nos banquetes e os lugares de honra nas sinagogas. Gostam
de ser cumprimentados com respeito nas praças e de ser chamados de ‘Mestre’.
Porém, vocês não devem ser chamados de ‘Mestre’, pois todos vocês são membros
de uma mesma família e têm somente um Mestre. E aqui na terra não chamem
ninguém de ‘pai’, porque vocês têm somente um Pai, que está no céu. Vocês não
devem também ser chamados de ‘líderes’, porque vocês têm apenas um líder, o
Messias. Entre vocês, o mais importante é aquele que serve os outros.” (MATEUS 23 v. 6-11)
Infelizmente, hoje continua do mesmo jeito. As pessoas
dentro das igrejas querem ser adoradas e quase ninguém segue o exemplo de
humildade de Jesus. Se o Mestre deixou claro que somos todos irmãos e que
ninguém deve buscar títulos de superioridade, por que tantos fazem questão de
ser chamados por cargos elevados? Fazem isso porque querem se destacar, mas
Jesus ensinou que ninguém deve buscar ser maior que o outro.
Jesus afirmou que Ele é o Bom Pastor, e que aqueles que
vieram antes Dele com segundas intenções agiam como ladrões e assaltantes. Ele
também alertou que o mercenário — aquele que trabalha apenas por dinheiro — não
é um pastor de verdade. Hoje, muitos líderes não se espelham em Cristo, não têm
misericórdia pelo próximo e realizam o trabalho pensando apenas no ganho
financeiro. Por causa dessa ganância, o verdadeiro ensinamento se perdeu. As
pessoas estão sem direção espiritual e não conhecem a Deus. E se não conhecem o
Pai, como vão saber se libertar do mal que comanda a natureza humana?
Foi exatamente por isso que Jesus prometeu enviar o Auxiliador,
o Espírito Santo, para nos ensinar a verdade. Isso significa que todo
aquele que quer conhecer o Pai precisa buscar o Espírito Santo diretamente. Só
o Espírito de Deus pode nos revelar quem é o Pai e nos fazer lembrar de tudo o
que Jesus nos disse. Jesus se entregou totalmente, e por isso o Espírito do Pai
habitava Nele. Nós muitas vezes não conseguimos fazer a obra de Deus porque não
nos entregamos da mesma forma. Para fazer a vontade divina, precisamos fazer
morrer o orgulho da natureza humana e permitir que o Espírito Santo dirija a
nossa mente.
Tudo o que a religião prega sem a direção do Espírito se
torna invenção humana. Acendem velas, por exemplo, para fortalecer ou iluminar
o anjo da guarda. Como pode um anjo de Deus precisar de velas? Se ele serve ao Pai,
ele já habita na luz. Quem precisa de luz somos nós! Na verdade, os anjos são
nossos irmãos enviados por Deus, para cuidar de nós. E por que irmãos? Porque
no céu não existem hierarquias de superioridade ou vaidade; diante do Criador,
somos todos Seus filhos. Peça ao Espírito Santo para iluminar a sua mente, para
que você não seja enganado por bobagens e invenções malignas. Quem te protege é
o Pai, o Deus Todo-Poderoso; os anjos são apenas nossos irmãos espirituais
enviados por Ele para nos ajudar nas batalhas espirituais. Nosso Pai não quer
Seus filhos envolvidos com práticas espíritas ou místicas, porque essas coisas
abrem portas para o mal, e o mal só ensina a destruir.
Um aviso urgente para os nossos dias
Jesus pregou o amor, mas o ódio e o egoísmo tomaram conta
do mundo porque as pessoas não praticam os Seus ensinamentos. Se as religiões
ensinassem as pessoas a praticarem o amor que Jesus praticou com todos, não
haveria tanta violência, guerra, fome e falta de respeito.
Mas o mal se aproveitou da religião e introduziu
sutilmente os seus ensinamentos malignos. Desde o começo do mundo, o inimigo
age nesta Terra tentando se passar por Deus para enganar a humanidade, fazendo
as pessoas trocarem o Deus Vivo por rituais vazios.
O profeta Jeremias já avisava sobre esse perigo quando
descreveu as pessoas que fabricam imagens e precisam carregá-las nos ombros,
porque elas não podem andar sozinhos (Jeremias 10:3-5). O profeta Isaías
também alertou sobre os que “conduzem em procissão as suas imagens” de
madeira (Isaías 45:20), esquecendo-se de buscar ao Criador.
Por isso, o aviso do nosso Mestre continua vivo e
urgente: fiquem vigilantes e atentos, para que nunca sejam enganados pelo mal.
Deus está acima da Religião
Deus não é católico, evangélico, espírita ou budista.
Deus é o Senhor do Universo e está acima de todas as religiões e instituições
humanas. Não existe outro Deus igual a Ele. Foi Ele quem criou o Universo e
tudo o que nele existe. Ele é o nosso Criador, o Pai bondoso e misericordioso,
o Deus Todo-Poderoso e o único que pode verdadeiramente nos ajudar. Por isso,
devemos chamá-lo de Pai e obedecer aos Seus ensinamentos, como nos lembra a
Escritura:
“Quando oram a Deus, vocês o chamam de Pai,
Ele que julga com igualdade as pessoas, de acordo com o que cada uma tem feito.
Portanto, durante o resto da vida de vocês aqui na terra, tenham respeito a
Ele.” (1 PEDRO 1 v. 17)
Não confunda Deus com religião. Muitas religiões são
usadas para enganar, tirar dinheiro das pessoas e escravizá-las
espiritualmente. Muitos líderes se aproveitam da fé sincera das pessoas para
manipulá-las e, com isso, acabam levando o povo ao pecado, ensinando práticas
que desagradam profundamente ao Pai. Não sigam esses falsos mestres. Sigam o
verdadeiro e único Mestre, Jesus Cristo, que é perfeito e nos ensinou o caminho
correto.
Para ter comunhão com o Pai, você não precisa de uma
placa de igreja ou de uma religião; você precisa praticar o amor com todos,
exatamente como o Mestre Jesus ensinou. Preste atenção nesta passagem:
“Um mestre da Lei se levantou e, querendo
encontrar alguma prova contra Jesus, perguntou:
—Mestre, o que devo fazer para conseguir a
vida eterna?
Jesus responde:
— O que é que as Escrituras Sagradas dizem
a respeito disso? E como é que você entende o que elas dizem?
O homem respondeu:
— ‘Ame o Senhor, seu Deus, com todo o
coração, com toda a alma, com todas as forças e com toda a mente. E ame o seu
próximo como você ama a você mesmo.’
— A sua resposta está certa! — disse Jesus.
— Faça isso e você viverá.” (LUCAS 10 v. 25-28)
O desejo do Pai é que cada um respeite o direito do
outro. Se você quer fazer o que agrada ao Pai, peça ao Espírito Santo para
ensiná-lo a viver sem fazer o mal e sem discriminar ninguém. A verdadeira
espiritualidade é praticar o amor com todos como Jesus nos ensinou:
“Eu lhes dou este novo mandamento: amem uns
aos outros. Assim como Eu os amei, amem também uns aos outros. Se tiverem amor
uns pelos outros, todos saberão que vocês são Meus discípulos.” (JOÃO 13 v. 34-35)
“Para Deus, o Pai, a religião pura e
verdadeira é esta: ajudar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e não se
manchar com as coisas das quais este mundo está cheio.” (TIAGO 1 v. 27)
No próximo post, vamos nos aprofundar nessa conversa e
entender por que Jesus precisou vir ao mundo se o povo já tinha a lei de
Moisés. Descubra como a religião dos homens tentou esconder o verdadeiro rosto
do Pai. Não perca a Parte 2!
Que Deus nos
abençoe e abra nossos olhos espirituais!